Filed under: Cara de Pau, Falta de Educação | Tags: compras, Falta de Educação, fila preferencial, idoso, supermercado, Zona Sul
Acabei de ler um texto maravilhoso – de uma amiga querida e excelente jornalista – que fala sobre a falta de educação dos idosos diante dos seus direitos adquiridos, ou seja, quando a idade vira desculpa para a falta de educação.
“A idade avançada é um prêmio. Não pode ser muleta da intolerância.” – é assim que ela termina o texto.
E cabe como uma luva diante do que vivi hoje, novamente, no supermercado.
Fiz minhas comprinhas e fui me encaminhando para os caixas. Supermercado vazio, ma non troppo.
Minha fila de sempre estava com umas quatro pessoas antes de mim. Observei o caixa preferencial e vi uma senhora terminando de pagar. No caixa do lado, o “normal”, dois idosos. Uma senhora sendo atendida e o outro a ponto de.
O que eu fiz? Embiquei meu carrinho no caixa preferencial, já que estava vazio, não havia idosos se aproximando e os dois outros já estavam sendo atendidos, ou melhor um já estava a o outro, como disse, prestes a.
Na hora que a mocinha do caixa fez sinal para que eu me aproximasse, o tal senhorzinho que ainda não havia sido atendido deu um pulo ninja na minha frente e colocou as compras no balcão do caixa.
Olhei com aquela cara arregalada para a rapidez dele e perguntei, educadamente:
- O senhor estava nessa fila?
- Não. Mas essa é a fila para idosos e eu, como você pode ver, sou idoso. – fechou a cara e começou a colocar as compras dele no balcão do caixa.
Saí do me lugar para evitar discussão, mas falando com ele:
- Ah, desculpa, senhor, é que o senhor estava na outra fila normal e esta estava vazia…
- É. Mas ESSA é a fila de idosos.
Rindo e tirando minhas compras do carrinho, disse baixinho: ‘Eu sei… Eu sei…..’
Veja aqui o texto que inspirou meu post.
Filed under: Falta de Educação | Tags: compras, Falta de Educação, meleca, supermercado, Zona Sul
Discuti com uma senhora no Zona Sul…
Supermercado vazio.
Ela berrava com a caixa que tinha entregue R$50 e o troco estava errado.
- EU TE DEI CINQUENTA REAAAIS!!!! PRESTA ATENÇÃOOO!!!
De repente, ela se deu conta do erro dela mesma e falou mais baixo:
- Eu dei o dinheiro certo, pois é…
A moça que estava ensacando as compras da senhora louca olhou pra ela com cara feia.
- Que que foi!!!! Sua atendente de merda??
- Senhora, por favor…
- Cala essa boca!! Não falei com você, sua atendente de merda!!
Eu, no caixa ao lado, cometi o erro de olhar pra trás:
- Que que tá olhaaaandooooo! Eu tenho livre arbítrio e posso fazer o que eu quiser!!!
- Nossa…
- Que que ééé?? Você me conhece??
- Graças a deus não… Eu teria vergonha de conhecer uma senhora tão mal educada…
- Ah! Cala essa boca!!!
- Senhora, desculpa… Mas a senhora não é minha mãe pra me mandar calar a boca… – eu, sorrindo, tom de voz baixo.
E ela continuava berrando…
- Não gostou? Tira as calça (sic) e pisa em cima!!!!
- Que isso, minha senhora… Aproveita o dia lindo que tá fazendo… (mas, sem querer, estiquei o dedinho indicador e apontei pra ela…)
- Ei!! Enfia esse dedinho no seu nariz e…. Tira todas as suas melecas!!!!
- Ahhh, não…. Agora a senhora apelou… Falar meleca não pode!!!!!
Eu mereço, putaquepariu…
Filed under: Cara de Pau, Falta de Educação, Reclamação, Sem Noção | Tags: avião, celular sem fone, funk
E não é que nem no avião eu fujo do celular tocando música alta???
E a menina, carinha de bem nascida, perguntava pra mãe:
- Posso mudar o estilo da música?
E a mãe, toda perua, responde:
- Ah, não!! Tá ótima assim!!!
A música? Funk daqueles bem ruins…
A localização do celular? Quase na minha orelha, já que estava na mão da mocinha atrás de mim…
Eu mereço….
Filed under: Falta de Educação | Tags: Linha 2, metrô, perrengue, transportes coletivos
Cheguei à infeliz conclusão de que a Linha 2 do Metrô não é pra fracos.
Não. De jeito nenhum.
Tem que ser forte. Fodão. Mau encarado. Marrento e, claro, muito SEM EDUCAÇÃO.
Só assim pra não se assustar e não ser carregada por aquela horda de gente que entra no vagão antes do povo sair, louco pra sentar, porque afinal, meu bem, a viagem é longa…
É um empurra empurra enlouquecido!
Quem está dentro não consegue sair e quem está fora não consegue entrar…
Por que não esperar as pessoas saírem, não é mesmo? Imagina…
Educação? Ah, pra quê!!!
Ah, mas claro… Além de mal educado, o cara tem que ser eXXXXpeRRRRto…
Porque assim, qual é a jogada do caboclo que vai pegar a Linha 2? Ele desce na estação Estácio, de transferência, e não vai direto pra escada que leva ao metrô da Linha 2…
Nããããooooo…
O esperto (e muitas velhotas espertinhas) sobe como se fosse sair e desce pelo outro lado. Aí ele sai direto na plataforma da Linha 2…
Há! Não é sensacional?
Vou tentar explicar o motivo dessa eXXXpeRRRRteza pra quem não teve ou ainda terá (coitado) essa terrível experiência…
Quando o metrô chega, ele abre primeiro a porta de saída para o povo pegar a transferência pra Linha 1, subindo de volta, pra pegar o metrô sentido Zona Norte ou Zona Sul.
Nisso, os eXXXpeRRRtos empurram quem está saindo para poder entrar no mesmo vagão e já se aboletarem, confortavelmente, enquanto os buchas que vão em direção à Pavuna (coitados) têm que esperar a outra porta abrir.
Aí, meu nêgo, quando abre a outra porta, é um tal de empurra daqui, puxa dali, pisa acolá, que é FODA…
Como eu desço logo na primeira estação da Linha 2, depois de ser esmagada e soltar uns vinte: ‘Caralho! Que gente mais mal educada!!!’, eu me encaminho em direção à porta.
[Ah, sim, claro, porque eu SÓ me posiciono à frente da porta quando vou descer na próxima estação... Que fique claro isso...]
Mas o que acontece na volta, quando sou eu que saio na tal portinha que abre primeiro e que liberta os passageiros desse martírio que é a Linha 2???
Os eXXXXpeRRRRRtos empurram loucamente pra entrar antes de todo mundo sair e, agora há pouco, na minha saga, um velho eXXXXpeRRRto que empurrava pra entrar ficou PUTOOOOOOO com uma menina que tentava sair…
Surreal…
Não me surpreendo com mais nada…
E não sei mais onde essa vida vai me levar.
Tomara que não seja pela Linha 2.
Filed under: Falta de Educação
Ando meio sem saco pra atualizar isso daqui.
É. Coisas de VelhaChata mesmo.
Ranzinza. Sem paciência.
Até porque ando cansada de reclamar das mesmas coisas e nada mudar…
Gente mal educada na rua, gente mal educada no metrô, no ônibus… Na vida.
AAARRRGGHHHHH!!!
Quando essa zica passar, eu volto.
Mas não demora não, garanto. =)
Filed under: Falta de Educação, Sem Noção | Tags: ônibus, babaca, cigarro, Corsário Negro, música, metrô, Norteña, perrengue, São Paulo
Depois dessa incursão furada a São Paulo – só valeu por ter ido visitar minhas amigas, sendo que uma delas está prestes a parir e eu e o marido dela enchemos a cara de Norteña na casa deles – fiz uma verdadeira via crucis para voltar para o meu aconchego…
Saí da casa da amiga, fiquei MEIA HORA no ponto de ônibus esperando. Desci na estação do metrô, mais uns 20 minutos até chegar na rodoviária.
Lá chegando me lembrei da porra da lei que não permite fumar em lugar nenhum daquela cidade e tive que ir pra rua saciar minha vontade.
Rua esta suuuuper fofa, linda, paisagem maravilhosa e transeuntes super bem vestidos e finos. Ahã.
Segurando a bolsa e a mala com todo o meu fervor, fumei um cigarrinho congelando ao relento. Um olho no peixe e outro no gato. Óbvio.
Subi de volta e, como ainda tinha tempo, sentei para um capuccino.
Como boa fumante, depois de um café, bateu uma puta vontade de fumar e lá fui eu pra rua bucólica novamente…. Saco, viu…
Desci para a plataforma e o ônibus já estava lá parado, enchendo de passageiros.
Comprei, pela primeira vez, a primeira poltrona, bem na frente do vidro, no segundo andar do ônibus. Ah, sei lá, quis ter essa experiência de viajar vendo o caminho por onde estou andando…
Ao meu lado ninguém.
Mas nas duas poltronas do outro lado do corredor estavam dois paraíbas (com perdão da palavra) que tinham celulares barulhentos. Leia-se SEM FONES DE OUVIDO.
Cada um com seu som, de gosto mais duvidoso que o outro.
E, claro, não basta ouvir um som cafona no celular, tem que ser ALTO…
Incomodada antes do ônibus dar a partida, não me contive:
- Oi, amigo, dá pra colocar o fone no ouvido?
Mostrando o aparelho de MP20mil, cara de mané, ele dispara:
- Não tem fone não….
- Nossa, um aparelho tão moderno desses não tem fone e o meu celularzinho xexelento tem? Caramba…
- Pois é…
- Mas, então, na boa – sorrindo – será que dá pra abaixar o som? É que daqui a pouco começa o filme e aí não vai dar pra ouvir…
- Ah, vai ter filme é? – com sotaque de caipira, por favor.
- Vai sim… – ainda sorrindo.
- Ah, então quando começar o filme eu desligo.
- Ok….
Nisso o motorista veio fazer a contagem e perguntou pra mim, já toda espalhada, lendo a Folha de SP.
- Tem ninguém do seu lado não?
- Graças a Deus não! – sorri.
Foi só falar.
Chega um negão com pinta de jogador de basquete e plaft. Se aboleta do meu lado.
Pelo menos era magro.
O celular dele tocou umas cem vezes durante a viagem e, pelo sotaque, deduzi que ele era sul africano, ou algo parecido.
Mas, educadamente, ele ouvia seu som de fones.
O filme rolando e o tal cara do celular sem fones roncando.
Filminho bom dessa vez. Interessante, deu pra assistir e tal, entre uma olhada e outra na estrada que vinha à frente…
Acaba o filme e o cara acorda.
Murphy, larga do meu pé!!!
E o que ele faz? Além de colocar os pés IMUNDOS no vidro onde tem escrito ENORME: FAVOR NÃO COLOCAR OS PÉS NO VIDRO, liga o celular e coloca música (????) alta.
Não resisti….
- Amigo… Oi… Será que dá pra baixar o volume???
- Mas aí como eu vou ouvir???
- Cola perto do ouvido, meu amigo… Isso incomoda, sabe…
Puto da vida, cheio de má vontade, ele fala:
- Não dá. Tá no mínimo. E se tá incomodando, a senhora que se mude.
- Meu querido, mudar pra onde, rs. Infelizmente só posso sair daqui em umas três horas… Faz esse favor… Abaixa isso…
- Não dá pra abaixar. Só se eu desligar.
Apenas sorri.
- Olha, vou desligar não. Não tá incomodando a mais ninguém.
Nisso, duas meninas que estavam atrás de mim, se manifestam – graças ao bom senhor jesus.
- Ah, meu, tá incomodando sim. Não sou obrigada a ouvir essa música horrível alta….
E mais gente começa a falar…
E eu:
- Meu amigo, imagina se cada um aqui resolve ouvir sua música alta. Eu coloco um rock pesado, a amiga aqui atrás um house, o amigo aqui do lado um hip hop e o outro lá atrás um pagodão? Ia ficar insuportável… Respeite os nossos ouvidos, por favor….
Muito contrariado, ele desligou o som.
- Vem cá, você gosta de rock pesado mesmo? – pergunta o negão do meu lado.
- Hehehe. Gosto.
- E como você sabia que eu gostava de hip hop – com sotaque muito engraçado.
- Ah, foi chute…. Você não é daqui, né?
- Não. Sou do Zimbabwe! – bingo!!!!!
Ok. Fim de papo.
Tentei dar uma dormida. Já estava anoitecendo e o sono batendo.
Ligaram o outro filme.
Um desenho.
Dublado.
“The Black Corsair”… Ou, “O Corsário Negro”, de Emilio Salgari, um italiano…
Gente… Nunca vi, em toda a minha vida, um filme TÃO RUIM…
Diálogos sem sentido. História sem sentido. Som sem sentido. Tudo uó…
O pior nem foi isso. O som tava alto bagaray!!! E não parou por aí… Ao terminar, o filme ficou repetindo. Foram TRÊS vezes até o motorista se dar conta do que estava acontecendo…
As pessoas no ônibus já riam, repetiam as falas…
Acaba o filme quase chegando no Rio e o cabra faz o quê? Liga a porra do celular com música alta.
À essa altura eu tava cagando baldes. Foda-se.
Tô chegando em casa. Não vou morrer por causa disso.
Mas neguinho não perdoou e começou a malhar o cara, que, puto, aumentou o volume.
Até que uma menina levantou e começou a pagar geral pro cara.
- Meu camarada, você já tá com a porra do pé no vidro, abaixa essa merda ou eu peço pro motorista te largar aqui, no meio da Avenida Brasil!!!!
Meio sem saber o que estava acontecendo, arregalado, ele acatou a ordem da moça.
E a viagem seguiu sem maiores problemas até a rodoviária Novo Rio.
A minha via crucis? Ainda não tinha acabado.
Ainda peguei mais um ônibus até chegar em casa…
É duro ser pobre, putaquepariu…..
Mas isso vai acabar.
Ahhh, vai!
Filed under: Falta de Educação, Indagação | Tags: educação, metrô, transportes coletivos
Por que será que as pessoas que estão sentadas no ônibus do metrô não conseguem, educadamente, esperar as pessoas que estão em pé saírem para, só depois, sair???
Juro que queria MUITO saber…
O post abaixo me remeteu à uma situação…
Estava eu voltando do trabalho, cansada, tarde, por uma rua conhecida no Centro do Rio, em direção ao metrô.
Atravessei pelo meio dos carros parados no sinal e parei para acender um cigarro.
O taxista parado ao meu lado, abre o vidro e joga, sem a menor cermônia, uma garrafa de GuaraViton pela janela.
Plá! No meio da rua.
Não pensei duas vezes.
Abaixei, peguei a garrafinha e plá! Joguei de volta pra dentro do carro dele.
- Tá maluca?!?!?!?!
- Eu? O senhor que deve estar…
Ele me olhava atônito.
- O senhor por um acaso joga essa garrafa no meio da sala da sua casa?
- Ah, vai se fuder!
- Não, não vou não, moço. A rua é pública, mas não é lixeira. O senhor quer andar em uma rua limpa? Eu também quero. Joga isso na sala da sua casa!!! Mas na rua que eu estou andando não!!!
O sinal abriu e ele foi embora.
Se jogou a garrafa metros adiante, eu não vi.
Mas, pelo menos, fiz o que eu achava que devia fazer.
Eu, hein!
P.S.: Vicente Magno, meu querido amigo… Desde quando essa VelhaChata aqui tem preconceito com alguma coisa? Nem posso ter! Ah, ou, nem vem, tá? =P
Gente mal educada tem em qualquer lugar, em qualquer classe social. O que me revoltou foi a falta de educação da mocinha ao jogar o lixo pela janela. Depois ela não pode reclamar. Porque, no mínimo, ela deve jogar lixo na porta da casa dela.
A falta de educação do ‘senhor pavão’, de alguns posts abaixo, também me revolta. E ele é podre de rico. Podre de podre também. Mas, principalmente de rico. Mora no Leblon e o escambau. E é um mal educado.
Vicente, ah, ou!
Nhé! Adoooooro vc!!! =P
Daí que Ela me pede para ir encontrá-la em um bar na Gávea, onde seria comemorado o aniversário do chefe dela.
- Pega o 593 que vc desce na porta!
- Tá!
Fui pro ponto e, depois de hoooooras esperando, lá vem o 593.
Em letras garrafais lê-se ROCINHA.
Ok. Na favela também tem gente legal. Não é só bandido.
Arrumei um lugar pra sentar. Estava ao lado de um verdadeiro exemplar de ‘tchutchuca’ da Rocinha.
Blusinha coladinha, calça idem e toda cheia de brilhos, tamanco, cabelos emplastrados de Kolene e fones no ouvido.
Ok.
Ela comia restos de pipoca em um saquinho de papel verde.
Catava o restinho de pipoca no saquinho, colocava na boca e jogava os milhos pela janela.
Uma, duas, três, quatro… mil vezes.
E aquilo começava a me irritar.
Em plena Prudente de Moraes, Ipanema… Ela jogando milhos babados pela janela…
Só falta ela amassar o saquinho e…
AAAAAA!!!
Jogou…
Putamerda… Jogou o saquinho amassado pela janela…
Fiz uma cara de espanto. Aquele som que fica preso na garganta, o ar puxado pra dentro…
Ela? Nem aí.
Limpou a mão na calça e seguiu seu caminho.
…
Depois o barraco dela desaba por causa da enchente, e ela põe a culpa na empresa que não foi recolher o lixo que ela jogou no riacho que passa perto da casa dela, entupindo tudo…
Ah, fala sério!