Filed under: Reclamação | Tags: aedes egypt, dengue, fumacê, mosquito, Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Saúde
Sensacional. A gente chama o agente de saúde para ver se há foco de dengue na casa de produção, que é velha, estava fechada há um tempão e tem mil árvores, plantas e afins…
Ok. Dois dias depois o cara vem. Super atencioso, percorreu a casa inteira – que é gigante.
E aí diz que não tem larvas, mas mosquitos por causa das árvores.
Aconselha que eu chame o fumacê.
Ligo pra Prefeitura.
- Senhora, o cidadão não solicita mais o fumacê. É preciso que a Secretaria de Saúde mapeie o local e verifique se isso procede. Qual o nome do agente que esteve no local?
- Ah, moça, não vou dedar o cara, né…..
- Preciso saber porque ele está desinformado….
- Ah, é Joaquim… – mentira, o nome dele é outro, rs, mas eu não ia falar….
- Então, senhora, o cidadão não solicita mais o fumacê… – sem saco.
- E como eles vão saber que eu preciso do fumacê?
- De acordo com solicitações dos cidadãos e através do agente de saúde que foi ao local.
- Ok. Mas o agente disse que não há focos, mas sim muitos mosquitos – PÁ! Mato um neste momento. – Viu? Matei um mosquito!!!!
- Ok, senhora, mas só o agente pode solicitar…
- Mas ele disse que só verifica se há focos, ou seja, larvas, não fala de mosquitos. Pediu pra EU solicitar…
- Senhora, o cidadão não faz mais essa solicitação. É preciso que a Secretaria de Saúde faça o mapeamento do local e veja se é preciso ou não mandar o fumacê.
- Mas quanto tempo demora isso???
- Não sei senhora, demora o tempo que eles determinam. E se o agente de saúde disse que não há focos…
- Mas ele disse que tem mosquitos, amiga….
- Ele que tem que fazer o relatório, senhora – já antipática, sem paciência alguma – e entregar aqui. Só assim a Secretaria pode verificar se há
- Mas, a gente está aqui dentro e já matou vários mosquitos. Inclusive os da dengue…
- Senhora, só um agente especializado pode identificar o mosquito da dengue…
- Ué, e as mil campanhas que mostram o mosquito para que a gente possa identificar o aedes????
- Senhora, só um agente especializado pode identificar o mosquito da dengue….
- Amiga, ele não está aqui fulltime… Quando a gente matar um mosquito, a gente faz o quê? Guarda num potinho e espera o agente aparecer?? – já sem saco também, mas sempre fofa…
- Não, senhora. A senhora quer abrir um chamado para o agente ir novamente ao local?
- Sim…. Mas em quanto tempo esse mapeamento é feito?
- Ah, senhora isso depende da necessidade e do calendário da Secretaria…. Pode ser em até 7 dias.
- E se alguém pegar dengue nesse meio tempo?
- Vai pro hospital.
- Tomara que não seja da hemorrágica, né?
- É….
Sem mais…….
Filed under: Diversão, Reclamação, Sem Noção, Serviços | Tags: Chuva, Cristo Redentor, dia lindo, Hilary, lombo, pingos, ploc, Programa de índio, torre de babel
Daí que a família d’Ela veio pro Rio.
Gente querida, amada, idolatrada, salve, salve.
Daí que a gente aproveita essas vindas do povo de fora pra fazer todos aqueles programas turísticos que a gente nunca faz.
Dia lindo hoje, resolvemos ir ao Cristo.
- Amanhã a gente vai ao Pão de Açúcar! =)
Chegando lá, a notícia, berrada por um funcionário:
- SÓ TEM INGRESSO PRAS CINCO HOOOOOORASSSS!!!
- Ah, beleza, vamos comprar. A gente dá um pulo no trabalho, resolve o que tem pra resolver e volta no horário -, disse Ela.
Dito e feito. Afinal, eram uma e meia da tarde ainda.
Voltamos no horário marcado e o tempo começou a fechar. Entramos na fila para subir com o trenzinho fofo do Corcovado e começa a chover.
Dentro do trenzinho, uma Torre de Babel de sotaques e de gente. Mas um grupinho chamou muito à atenção com aquele sotaque – me perdoem, amigos paulistas – de “é nóis, manoooooo” e uma das crianças do grupo se chamava Hilary….
Tá…
Chegando lá em cima, uma chuva forte. Pingos grossos. Elevador parado. Escadas rolantes sem funcionar.
Eu, gorda, sedentária e fumante, quase morri subindo aqueles mil, oitocentos e quatorze degraus da escadaria da Penha, ops, do Corcovado.
Paradas estratégicas para pegar o melhor ângulo da Lagoa, das praias de Ipanema e Leblon e sobe, sobe…
E a chuva apertando.
Chegamos lá em cima completamente encharcadas. A eletricidade estática deixando nossos cabelos em pé renderam gargalhadas homéricas! Até porque não era só a gente que estava de cabelo em pé. Hahahahahahha
Fotografamos, tentando desviar dos braços abertos das pessoas, que, logicamente têm a mesma ideia – e nós também, CLARO! – morremos de rir, e toma chuva no lombo.
Deu. Resolvemos descer.
Uma fila gigantesca – sem NENHUMA proteção, ou seja, todo mundo na chuva, na rua e na fazenda.
Pedi um chiclete pra afilhada d’Ela e na primeira mordida ploc! Um curativo do canal que eu fiz no fim do ano passado saiu inteirinho…
Sen sa cio nal.
Com uma cratera dentro da boca, conseguimos ir pra parte coberta para aguardar o trenzinho e, olhando pro lado, os mesmos pauliiiiistaaaaaaaaas-meeeeeu, da ida.
E eles, loooooooogicamente, foram se enfiando na frente da gente e empurrando.
Como a gente já tava encharcada, foda-se. Deixa passar.
Escolhemos o trenzinho onde esse povo uó NÃO entrou e sentamos.
Daqui a pouco, uma família muito escandalosa, faz OOHHHHHH, quando, no meio da floresta, surge aquela vista liiiiinda da Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil.
Aí, Ela me olha e fala, sussurrando:
- É o Mario Gomes… E a família dele.
Olho, discretamente pra trás, e vejo. Maaaaagro, óculos escuros – pra ninguém reconhecer, rs – e dando a maior força pros OOOOOHHHHH’s do povo.
E aí eu ouço…
- bla bla bla… É… Aquele casal de gays lá….
Sensacional, Mr. Mario Cenoura Gomes falando de gays de forma debochada.
Era o que faltava pra encerrar nosso programa de índio.
Amanhã vamos ao Pão de Açúcar. Pô, São Pedro, dá uma força aí…
Filed under: Cara de Pau, Falta de Educação, Reclamação, Sem Noção | Tags: avião, celular sem fone, funk
E não é que nem no avião eu fujo do celular tocando música alta???
E a menina, carinha de bem nascida, perguntava pra mãe:
- Posso mudar o estilo da música?
E a mãe, toda perua, responde:
- Ah, não!! Tá ótima assim!!!
A música? Funk daqueles bem ruins…
A localização do celular? Quase na minha orelha, já que estava na mão da mocinha atrás de mim…
Eu mereço….
Filed under: Reclamação, Sem Noção | Tags: celular, gente esquisita, música ruim, metrô, vagão das mulheres
Quinta feira é dia de coral.
Como já contei aqui, é dia de aventura, já que pego o metrô em pleno horário em que toooooodas as diaristas do mundo saem das casas onde trabalham rumo às suas residências.
Isso significa que é IMPOSSÍVEL entrar no vagão das mulheres sem ser esmagada, empurrada, xingada e outras cositas mas…
Encontrei com minha amiga RD, que agora está no coral comigo, e fomos para plataforma tentar fugir das loucas ensandecidas.
- Vamos lá pra frente – ela disse, sabiamente.
Nos posicionamos em frente à marcação de onde a porta se abriria e ficamos esperando o metrô chegar.
Olhamos ao redor e começamos a rir, achando que estávamos em outro planeta, dado o número de pessoas esquisitas (leia-se: feias e mal vestidas) na plataforma naquele momento.
Entramos no vagão e quatro caras, alheios a todos os idosos que precisavam sentar, pareciam ter vindo direto dos ônibus de São Paulo.
Motivo: eles estavam com um celular daqueles tocando músicas (???) horrendas, SEM FONE…
Gente…
Comecei a reclamar alto.
- Ai, não acredito… Ninguém merece….
- VelhaChata, pelamordedeus… Não fala isso alto… Esses caras podem fazer qualquer tipo de coisa com você… – sussurrou RD.
- Ah, eu, hein… Fala sério… Não sou obrigada a ouvir essa música horrenda… Coloca um fone, meu amigo…
RD, desesperada e rindo de nervoso, me pedia pra parar.
- Ah, mas fala sério… Eu sou obrigada???
Meu medo é esse… Será que todos aqueles idiotas que moram em SP e não podem comprar fones de ouvido, coitadinhos, mudaram pro Rio???
Socorro!
Filed under: Reclamação | Tags: aquecedor, condomínio, obra, prédio antigo, varal
Já descobrimos aqui neste espacinho que bancos são máfias.
Agora eu – que sou mega otimista e vejo a vida cor de rosa, em cima do meu castelinho de cristal – descobri que as administradoras de imóveis também são.
Quando eu e Ela mudamos pra esse apartamento – há quase um ano – encontramos muitas coisas erradas. O apartamento é mega velho, prédio antigo e tal.
O casal que morava aqui há 10 anos, saiu meio correndo porque tinha que viajar – compromissos de trabalho – e aí eles mandaram alguém da imobiliária pintar o apartamento para entregar.
Os caras pintaram que nem a cara deles. Emperraram TODOS os basculantes e as portas, que não fechavam de tanta tinta.
Conseguimos ajeitar as coisas e algumas ainda não foram ajeitadas porque NINGUÉM da imobiliária veio aqui pra consertar.
Ontem, depois de chegar zêbada em casa, fui tomar banho e notei que o aquecedor estava pingando muito.
Tentei dar um jeito e piorei totalmente as coisas.
Resultado: um jato de água na minha cara e o banheiro inundando.
Chamei o porteiro correndo e ele subiu mais rápido ainda, porque não podia deixar a portaria sozinha.
Ele olhou, olhou, olhou e disse que havia quebrado o ‘rabicho’ ou sei lá, algo parecido, que, logicamente, devido ao meu teor etílico, eu não entendi.
Falei um ‘táááá’… que deve ter assustado o moço, afinal, o bafo de cachaça tava foda…. E ele desceu.
Hoje liguei pra imobiliária pra ver se eles poderiam tomar uma providência.
- Quando você entrou no apartamento você notificou que o aquecedor estava meio bambo?
- Não… Não achei que isso era relevante…
- Ah, pois é. Então não podemos fazer nada.
- O varal também arrebentou no sábado. A roldana tá mais velha do que não sei o quê e prendeu a corda, que arrebentou quando eu puxei pra levantar o varal que estava VAZIO…
- Ah, você também tinha que ter notificado isso…
- Olha, realmente… Em se tratando de imobiliária é preciso ver o cantinho da parede que está descascando pra não me cobrarem depois…
- Manda tudo por email… Vamos ver o que podemos fazer…. Mas já adianto que não deve rolar o ressarcimento…
Ou seja, tomei no cu.
Cheia de dívida, enrolada até o pescoço, sem trabalho e ainda tenho que pagar conserto de aquecedor velho e de varal que arrebenta pelo mesmo motivo????
Fora a porra da obra que entubaram no valor do condomínio e que dizem que é a gente que tem que pagar….
Pobre tem mais é que se fuder mesmo…
É com esse barulho que eu sou acordada, todos os dias, às 8h da manhã.
Está acontecendo uma obra nos ‘prismas’ do meu prédio, ou seja, nas tais áreas internas – que, no meu caso, é aberta – de reparação das paredes.

E aí esses caras ficam dependurados quebrando tuuuudo no Caldeirão, rs.
Se fosse ‘só’ o barulho, tudo bem… Mas eles falam. E muito. E o pior: ALTO!!!!
E os papos, putaquepariu… Sensacionais…
- Porra, Mácio (sim, sem o R)! Tu viu o pagode ontem lá no bar da Cleide?
- Vi! Fui lá mais tarde! E pô, mandei uma mensagem no Orkut da Gislaine pra ela ir…
- Ô Fabiano!!!! – eles AMAM esse Fabiano. Falam umas quatrocentas vezes o nome dele…
Neste momento, como se pode ver pela foto abaixo, um deles está com os pés apoiados no basculante do meu banheiro…

Se eu já não tenho privacidade alguma nesta casa, agora então…
Meus sais…
O pior é a cota extra que estamos pagando. Esta obra está custando, aos condôminos, não sei quantas parcelas de 70 reais…
Vai superfaturar obra assim lá na casa do caralho!
Filed under: Falta de Educação, Reclamação | Tags: metrô, mulheres, transportes coletivos
Sempre que posso, evito andar de metrô no tal vagão das mulheres. Especialmente na hora do rush.
Meus sais… Todos eles, bem cheirosos em uma banheira enooorme.
Uma vez por semana preciso pegar o metrô para ir ao ensaio do Coral, que é totalmente fora de mão pra mim, mas não me importo de andar até a estação de metrô e, depois, ainda pegar um onibinhos que me leve ao destino.
Se fosse só isso, ah, seria bom demais e eu não estaria aqui reclamando.
Mas, caralho… O mulherada mais mal educada, meu deus!
Entrei na estação terminal, ou inicial, rs, dependendo do ponto de vista. No meu caso, inicial.
Desci a escada rolante e me posicionei em frente à marquinha de onde ficará a porta do trem do metrô. Quando olhei pro lado, em menos de dois minutos, vááárias mulheres de todos os tipos, tamanhos e cores se posicionavam ao meu redor.
Duas delas praticamente COLADAS nas minhas costas.
Pensei: ‘Fudeu. Parei em frente ao vagão das mulheres…’
E nem dava mais pra sair, porque se eu abandonasse meu ‘posto’, não entraria nunca mais em vagão nenhum porque todas as marquinhas no chão já tinham dono e eu estava atrasada. Ou seja, TINHA que pegar AQUELE metrô.
Um aviso sonoro informa que o próximo trem não fará embarque de passageiros. Ou seja, não precisa empurrar porque o metrô NÃO vai parar.
E essa mulherada falante escuta alguma coisa?
Vem o trem – TODO ESCURO – e elas começam a empurrar.
Eu não me aguento – sem trema:
- Gente, o trem não fará embarque de passageiros, não vai parar… Calma…
- Ah é? – perguntou uma senhora gorducha que já estava quase dentro de mim.
- É. - respondi – A senhora não ouviu o aviso?
- Eu não!
- Ah, pois devia ter escutado antes de começar a me empurrar…
E ela, como toda velha, ficou resmungando atrás de mim com outras ‘colegas’ solidárias à falta de atenção dela.
Quando o próximo trem começa a se aproximar, sinto aquele calor nas costas.
Todas – eu disse TODAS – as mulheres começaram a andar em passinhos pequenos se chegando pra frente, ou seja, me empurrando para quase cair no vão do metrô.
Sabe quando o juiz apita pro cara bater a falta e a barreira toooda começa a andar em passinhos pequenos pra fingir que tá tudo normal, mas estão TODOS os jogadores andando pra frente?
Pois é. Era assim que elas vinham contra minhas costas.
Caralho… Na hora que a porra do trem parou e a porta abriu, eu fui literalmente A TRO PE LA DA.
Levantei minha pastinha pra cima e comecei a falar alto:
- CALMA, CARALHO! NÃO PRECISA DISSO, CAMBADA DE MAL EDUCADAS!!!
É uma afliceta pra sentar que é surreal!!!!
Mas eu entendo, elas vão pra MUITO longe e têm que ficar sentadas… Lamento se elas não vão descer na Zona Sul.
Pronto, falei.
E não para (sem acento) por aí.
Determinada estação, duas pro meu destino, o vagão enche de uma maneira DESCOMUNAL.
Uma senhora baixinha e gordota vem se enfiando entre mim e a parede – onde fui parar, depois de tanto empurrão – e se aboleta ali como se nada a incomodasse.
Nem o meu pé embaixo do dela.
- Senhora, meu pé…
Ela nem me olha e chega o pé dela UM MILÍMETRO pro lado. O suficiente pra não me machucar mais. Mas continuou com ele em cima do meu.
A minha estação se aproxima e eu penso: ‘Fudeu. Como vou descer?’
Eu já não me segurava mais em nada. Praticamente me escorava em outras mulheres ali.
Tento ir me encaminhando para a porta que, OBVIAMENTE, estava totalmente bloqueada por mulheres que NÃO IAM DESCER na próxima estação.
- A senhora vai descer agora?
- Não.
- E a senhora? Vai descer agora?
- Eu não…
E fui tentando me esgueirar até chegar na porta.
Okey. Consegui.
O problema é que não eu ia só sair… Vááárias outras mulheres ensandecidas e mal educadas iriam entrar naquela estação.
E você acha, meu caro leitor, que elas esperam alguém sair pra tentar entrar?
Há. Nem em sonho…
Ou seja, se eu não fizer força, machucar duas ou três, eu não saio.
Parou o metrô.
A porta abriu. Lá vem a manada de elefantas.
Pânico.
E agora?
Tudo muito rápido.
Nem pensei muito.
Joguei todo meu pesinho pluma em cima de duas, me esgueirei no meio delas e saí, espremida, toda amarrotada e xingando as sete gerações de todas aquelas mal educadas da porra.
Ai, gente, pra que isso? Pra que empurrar? Pra que querer correr? Pra que agarrar aquela porra de ferro como se só uma pessoa pudesse segurar? Pra que ficar na porta se não vai descer?!?!
Juro que não sei.



